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TOWNER, NA RETA FINAL!!! Na ilegalidade e sem rede concessionária, Towner se transforma em sinônimo de dificuldade para os seus proprietários
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DESCONTINUADA, a Towner é vítima ainda da falência da Asia, na Coréia, o que compromete o abastecimento de peças, manutenção e a revenda
“Towner 1997 – ar condicionado, kit gás, supernova. R$ 7.500. Financio sem entrada”. Esse anúncio está se tornando comum nos classificados. Proprietários da pequena van produzida pela Asia Motors, na maioria trabalhadores do transporte alternativo que perderam a licença para levar passageiros, trocaram os carros por utilitários maiores (e muito mais caros) ou apenas tentam se livrar do que um dia pareceu um bom negócio e hoje, com o fim da importação e a falta de colocação no mercado, tem uma das mais altas depreciações entre os usados.
No auge da “era Towner”, mais de 3 mil carros chegaram a saracotear pelas ruas do Rio de Janeiro. Dessas, 500 conseguiram a licença para levar passageiros, que foi extinta com a normatização do transporte alternativo. Apenas os veículos entre oito e 16 lugares podem desempenhar essa função.
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Na reta final
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O pão de forma coreano tem apenas sete, incluindo aí o motorista.
Transporte alternativo ainda sonha com a legalização
Quem não desistiu do veículo continua lutando pela legalização. “Estou rodando com um mandado de segurança. Como posso trocar meu carro por um maior, se as lojas me oferecem R$ 5 mil e as opções que tenho custam 10 vezes mais?”, reclama Marcelo Costa Alvarenga, proprietário de uma Towner 1998 em ótimo estado, apesar dos 268 mil quilômetros rodados.
Dirigir uma Towner requer prudência. O centro de gravidade é muito baixo, para compensar o teto alto e a largura estreita. Dessa forma o carro balança muito, num conceito apelidado de “joão bobo”. O problema é que, com o carro cheio, o tal centro de gravidade vai para o meio do carro, na altura dos assentos, o que faz o automóvel tornar-se menos estável. Mas isso não abala a fé dos fãs da mini-Besta. “Não há registros de acidentes graves com ele. O que faltou foi interesse político para legalizá-lo”, diz Marcelo, que pertence ao Movimento Único dos Townneiros.
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Fonte : O DIA ON LINE
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